Produto: Azeite, Origem, Lagar
O azeite produzido e embalado para comercialização nas marcas “Diamante do Côa” “Fraga do Côa” “Côazeite” da região de Pinhel, inseridos na “Denominação de Origem Protegida” da Beira Interior norte. O azeite têm a sua proveniência de azeitonas seleccionadas, fruto de oliveiras que se caracterizam por existirem no Concelho de Pinhel olivais tradicionais com características próprias tais como sejam as arribas xistosos do Rio Côa e os terrenos confinantes com as ribeiras afluentes, constituem o espaço privilegiado ao plantio do olival, que é contemplado por um clima frio e muito quente, sem utilização de pesticidas de síntese, o que faz com que as pragas que atacam a azeitona sejam atenuadas. As variedades mais predominantes, Carrasquinha, Cornicabra, Verdeal, Bical e Redonda, que dão origem a um produto final que é um azeite de alta qualidade, com paladar furtado de cor verde ouro.
Medalha de Oura pela Organização Bienal do Azeite 2009
A apanha é feita manualmente por varejamento, seguindo para o lagar localizado na Ribeira das Cabras, Freguesia e concelho de Pinhel, onde a azeitona é pesada, limpa, lavada e seguidamente laborada no mais curto espaço de tempo, no lagar contínuo de duas fases sem águas russas.
Ecológico de extracção totalmente a frio, que extrai um produto final, o sumo da azeitona que é o azeite 100% natural de características tradicionais e de alta qualidade.
Armazenagem:
A decantação e assentamento do azeite é feita ao natural em depósitos em aço inox AISI 304, com temperatura ambiente estável, com pouca luz e devidamente resguardado de cheiros intensos e persistentes:
Engarrafamento:
Embalados conforme as necessidades do cliente e do mercado, mantendo assim as características do azeite.
Classificação dos Azeites:
Azeite Virgem Extra:
«Azeite virgem com uma acides livre, expressa em ácido oleico, não superior a 0,8g por 100g»
Azeite Virgem:
«Azeite virgem com uma acidez livre, expressa em ácido oleico, não superior a 2 g por 100g»
Azeite:
«Contêm azeite refinado e azeite virgem»
Azeite Lampante:
«Azeite virgem com um a acidez livre, expressa em ácido oleico, superior a 2g por 100g, é impróprio para consumo»
Breve História do Azeite:
A oliveira, árvore de civilizações longínquas, tem lugar nos textos mais antigos: no “Génesis” a pomba de Noé traz no bico um ramo de oliveira para lhe mostrar que o mundo revive. No “Êxodo”, Yaveh prescreve a Moisés a “Santa Unção” na qual o azeite se mistura com perfumes raros. E a Árvore Bíblica. No horto de Getsemani vivem ainda oito grandes oliveiras que viram rezar, chorar e morrer Cristo. O Corão canta a árvore que nasceu no monte Sinai. Na lenda grega, Palas Atena, deusa da sabedoria e da paz, faz brotar a oliveira de um golpe, e, na sua grande bondade, ensina o seu cultivo e o seu uso. Por sua vez Minerva oferece aos romanos este presente divino, asilo também da divindade. Para os egípcios é a deusa Íris, mulher de Osíris, deus supremo; para os gregos é Aristeo, filho de Apolo e da ninfa Cirene e Acropos, fundador de Atenas, que ensinaram o processo de extracção do azeite desta “árvore invencível que renasce de si mesma“ (Sófocles) cujo cultivo Hércules propaga nos rios do Mediterrâneo.
Provérbios:
“ Quem varejar antes do Natal deixa azeite no olival ”
“ Não apanhe a azeitona antes do S. Nicolau porque deixa o azeite no pau “
De onde vem?
Admite-se com frequência que a Síria e o Líbano sejam os seus lugares de origem. No terceiro milénio antes de Cristo, a oliveira cultiva-se na Fenícia, na Síria, na Palestina, sobre este “ Solo de azeite e mel ” onde o rei David o preservava dos ladrões por intendentes especiais. Durante a XIX dinastia egípcia encontra-se nos oásis líbios, em Creta, nas costas do mar Egeu, na Ásia Menor, depois, ao ritmo das conquistas e da expansão comercial, na Sicília, Itália, Tunes, Argélia, Marrocos, seguindo sempre de perto hoplitas e legionários, na Espanha, em Portugal, etc.
É sempre património dos países mediterrâneos, mas encontra-se também, na Argentina, na Austrália, no Brasil, no Chile, nos Estados Unidos da América, no Japão, no México, na República da África do Sul.
O Azeite na saúde:
* Facilita o processo digestivo
* Aumenta a taxa de secreção biliar, estimulando a digestão e a absorção das gorduras e das vitaminas lipossolúveis.
*Auxilia na manutenção da pressão arterial
*Diminui o risco da incidência de artrites reumatóide.
*Melhora a resposta imunológica, pois o ácido oleico do azeite de oliveira modula as membranas celulares de modo a aumentar a resistência do organismo ao ataque de vírus e de bactérias.
O Azeite e a beleza:
* Nutre a pele, protege-a, suaviza-a, conserva a juventude do corpo e da cara.
*Desde a antiguidade continua-se a usar-se em ungentos, banhos, máscaras de beleza ou champôs.
O Azeite e a cozinha:
O azeite suporta muito bem as frituras: a sua temperatura “critica” é de 210º a 220º, o que permite todas as formas de cozinhamento. O ponto de fusão do azeite é de 5º a 7º daí a sua boa digestibilidade. As suas virtudes nutritivas, digestivas, gustativas exaltam-se melhor, evidentemente, em cru. Conservando-o à volta dos 18º ao abrigo da luz. Podem-se juntar diferentes aromatizantes (alho, cebola, nós moscada, tomilho, louro …) e desta forma ter à mão azeites dos mais diversos sabores e dietéticos.
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